sábado, 3 de janeiro de 2026

Secretário de Estado americano afirma que Maduro foi preso para ser julgado nos EUA, diz senador republicano

Trump confirmou que forças americanas realizaram um 'ataque de grande escala' e capturaram o líder venezuelano

Por O Globo com agências internacionais  — Washington via Caicó na Rotacda Notícia

Os Estados Unidos prenderam o líder venezuelano, Nicolás Maduro, para que ele seja julgado em Washington, de acordo com um senador republicano que afirma ter conversado com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, neste sábado. Além disso, o senador assesgurou que Washington concluiu a ofensiva na Venezuela, dizendo que Rubio "não prevê mais ações, agora que Maduro está sob custódia". As informações foram reveladas pela rede americana CNN.

“[Rubio] me informou que Maduro foi preso por agentes americanos para ser julgado por acusações criminais nos Estados Unidos, e que a ação cinética que vimos esta noite foi empregada para proteger e defender aqueles que executavam o mandado de prisão”, publicou o senador republicano de Utah, Mike Lee, nas redes sociais. “Essa ação provavelmente se enquadra na autoridade inerente do presidente, conforme o Artigo II da Constituição, para proteger o pessoal dos EUA de um ataque real ou iminente”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado que forças americanas realizaram um "ataque de grande escala" contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. A declaração foi feita em sua plataforma Truth Social. O presidente americano afirmou ainda que mais detalhes serão apresentados em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h (horário de Brasília), em Mar-a-Lago, na Flórida.

"Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea. Essa operação foi realizada em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos".

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, pediu "contenção" e respeito ao direito internacional depois que Trump anunciou o ataque confirmou a "captura" de Maduro. No X, Kallas disse que falou com Rubio e lembrou que a União Europeia (UE) questiona a legitimidade democrática de Maduro. Mas "em qualquer circunstância, devem ser respeitados os princípios do direito internacional e da Carta das Nações Unidas. Fazemos um apelo à contenção", escreveu.

Trump acusa Maduro de chefiar uma vasta rede de narcotráfico, acusação que Caracas nega, alegando que Washington quer derrubá-lo para se apoderar das reservas de petróleo do país, as maiores do mundo. Há anos, o governo Trump afirma que Maduro é um criminoso e busca processá-lo por meio do sistema jurídico dos EUA.

Em 2020, durante o primeiro mandato de Trump, Maduro foi acusado no Distrito Sul de Nova York por "narcoterrorismo", conspiração para importar cocaína e acusações relacionadas.

O governo Trump chegou a oferecer uma recompensa de US$ 15 milhões (cerca de R$ 80 milhões) pela prisão do líder venezuelano. Essa recompensa foi aumentada para US$ 25 milhões (R$ 132 milhões) nos últimos dias do governo do ex-presidente americano Joe Biden, no início de janeiro do ano passado, e para US$ 50 milhões (mais de R$ 260 milhões) em agosto do mesmo ano, após Trump assumir o segundo mandato e designar o Cartel de los Soles como uma organização terrorista estrangeira. Washington alega que Maduro é o líder desse grupo.

Essa afirmação de que o regime de Maduro é uma organização narcoterrorista não se baseia em conversa política ou especulação. Ela se baseia em provas apresentadas a um júri do Distrito Sul de Nova York que resultou em uma acusação formal — disse Rubio em uma coletiva de imprensa no mês passado.

O ataque








Vídeos que circulam nas redes sociais mostram helicópteros das Forças de Operações Especiais dos EUA sobrevoando Caracas durante a madrugada deste sábado, enquanto múltiplas explosões iluminam o céu da capital venezuelana. Segundo relatos não confirmados, as aeronaves seriam helicópteros CH-47G Chinook, projetados para operações secretas, e teriam atuado durante ataques que, segundo o governo venezuelano, atingiram os estados Miranda, Aragua e La Guaira, além de Caracas.

Ao menos sete explosões e ruídos semelhantes ao sobrevoo de aviões foram relatados por volta das 2h, em Caracas. De acordo com fontes locais ouvidas pelo GLOBO, alguns dos alvos seriam a base militar de La Carlota, da Força Aérea venezuelana, e o Forte Tiuna.

As explosões ocorrem depois Trump enviou uma frota de navios de guerra para o Caribe, mencionou a possibilidade de ataques em território venezuelano e afirmou que os dias do presidente Nicolás Maduro no poder estavam contados.

Na última segunda-feira, Trump afirmou que os Estados Unidos destruíram uma área de atracação usada por embarcações acusadas de tráfico de drogas na Venezuela, o que seria o primeiro ataque terrestre dos EUA em solo venezuelano. Maduro, por sua vez, expressou confiança em uma entrevista transmitida na última quinta-feira.

O sistema de defesa nacional garantiu e continua a garantir a integridade territorial, a paz do país e o uso e gozo de todos os nossos territórios — disse o líder venezuelano.

Desde setembro, as Forças Armadas dos EUA realizaram mais de 30 ataques contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico, resultando em pelo menos 115 mortes. Em paralelo, Washington mobilizou o maior destacamento militar no mar do Caribe desde a Crise dos Mísseis, em 1962, com o maior porta-aviões do mundo, mais de 15 mil militares e diversos navios de guerra.

Veja também: https://x.com/fabiopagnozzidr/status/2007386220285022691?s=48

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